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ônibus de graça

Transporte coletivo se torna gratuito em Campo Belo

Segundo a prefeitura, empresas alegaram que o oferecer o serviço não compensava financeiramente.

02/10/2019 06h18Atualizado há 2 meses
Por: Redação

Moradores de Campo Belo foram surpreendidos nesta terça-feira (1º ) após o transporte coletivo da cidade se tornar gratuito. A medida foi tomada porque, segundo a prefeitura, nenhuma empresa teve interesse em oferecer o serviço quando o processo de licitação foi aberto.

 

De acordo com a administração municipal, as empresas alegaram que o oferecer o serviço não compensava financeiramente. Um levantamento feito no município apontou que, em um mês, 30 mil pessoas pegam ônibus, sendo que 12 mil têm o benefício da gratuidade.

“Nós aderimos a uma ata de consórcio na região de Conselheiro Lafaiete e esses ônibus vêm como se fosse um aluguel. Nós pagaremos pelos ônibus, já vem com motorista incluído, o custo do motorista. Fizemos questão de absorver os motoristas que já estavam na empresa anteriormente, ou seja, os empregados são os mesmos, aqui de Campo Belo mesmo. Só que a diferença é que agora, já que a prefeitura fazia a contrapartida, é que a partir de agora, além do pagamento, nós não vamos cobrar daquelas pessoas que pagavam pelo passe do ônibus”, diz o prefeito de Campo Belo, Alison de Assis Carvalho (PSL).

Quando uma empresa particular fazia o serviço, a prefeitura tinha uma contrapartida de mais de R$ 50 mil em média. Agora uma cooperativa foi contratada para oferecer o transporte, por um custo de R$ 70 mil mensais.

Com isso, são dois ônibus que cortam a cidade de pouco mais de 55 mil habitantes de segunda a segunda, além de um veículo reserva.

A prefeitura diz que pretende realizar novas licitações em busca de empresas interessadas, enquanto isso o passageiro segue sem precisar pagar pelo bilhete.

“O troco que pagava agora já compra o pãozinho da manhã. Já dá uma diferença boa”, diz o aposentado José Dias dos Santos.

Motivo de comemoração também para a auxiliar de costura Ana Luísa Correa, que muitas vezes não pegava o transporte para poupar dinheiro.

“Onde eu moro é muito longe, então, às vezes para economizar, a gente ia à pé e voltava de lotação”, afirma.

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