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Médicos de Varginha que não assinavam ponto, tiveram até 97% de seus salários descontados

Segundo a prefeitura, o motivo é o não cumprimento da jornada de trabalho.

20/02/2020 06h14
Por: Redação
Fonte: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/
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Médicos da Prefeitura de Varginha (MG) reclamam dos descontos na folha de pagamento que chegaram a até 97% do salário. Segundo a prefeitura, o motivo é o não cumprimento da jornada de trabalho. Desde julho do ano passado, os médicos são obrigados a registrar o ponto biométrico.

Todos os mais de 3,4 mil funcionários da Prefeitura de Varginha são obrigados a registrar o ponto de trabalho por biometria. Mas até julho do ano passado, os 110 médicos do Sistema Municipal de Saúde não eram obrigados a fazer esse tipo de registro.

Ate que uma denúncia do Ministério Público, de que os médicos não cumpriam a carga horária contratual, obrigou a categoria a registrar a entrada e saída do trabalho. Os médicos dizem que não foram avisados.

"Deveria ter sido feita uma reunião com os médicos, ter havido um diálogo e ter avisado médico a médico, isso não ocorreu", disse o médico Robertson Rodrigues Pereira.

Sem a marcação do ponto, os salários da classe foram descontados. A reportagem da EPTV Sul de Minas, afiliada Rede Globo, teve acesso a dois holerites. Em um deles, o salário deveria ser de R$ 3,680 mil, mas foram pagos R$ 86. Em outro, o desconto reduziu o salário de quase R$ 7 mil para R$ 111.

A prefeitura contestou a falta de aviso. Segundo o secretário de Administração, o documento foi enviado no ano passado para todos os profissionais de saúde. Nele, estaria a obrigação de todos registrarem o ponto. Os funcionários deveriam assinar para comprovar que receberam as informações. É possível ver a assinatura de médicos.

"Praticamente em todos os municípios do Brasil, a classe médica é uma classe diferente nessa questão do trabalho, mas infelizmente a obrigatoriedade do registro de comparecimento está prescrito em lei, e nós temos que fazer cumprir a lei", disse o secretário de Administração, Sérgio Takeishi.

O secretário disse que o município está disposto a rever os descontos. "Nós deixamos o município em aberto para que cada médico que se sentir lesado apresente o seu requerimento e a revisão será efetuada sem problema nenhum, inclusive alguns casos já foram revistos", disse o secretário.

Nesta quarta-feira (19), médicos da rede municipal de saúde fizeram uma paralisação. Segundo eles, o motivo não é os descontos, mas a falta de equipamentos e material na rede pública de saúde.

"A prefeitura deixa a desejar em alguns aspectos em relação ao atendimento. Em relação a locais apropriados, em relação aos meios pelos quais eles disponibilizam os médicos pra gente poder trabalhar. Então faltam insumos, faltam aparelhos e isso querendo ou não atrapalha o atendimento ao paciente, não fica um atendimento o qual nós julgamos adequado, então a qualidade fica prejudicada", completou o médico Robertson Rodrigues Pereira.

 

Segundo o secretário municipal de Administração, o município sabe das reclamações dos médicos, mas não recebeu nenhum documento formal com a lista do que precisa ser melhorado. Ele disse ainda que o assunto da precariedade dos equipamentos será discutido como sindicato da categoria.

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