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Quase metade das regiões de Minas está próxima do esgotamento de leitos de UTI

A taxa de ocupação geral de leitos de terapia intensiva no estado é de 70%. Pelo menos 30% das estruturas se concentram na capital.

02/06/2020 12h42
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Por: Renato Pereira Torres Fonte: G1/BH
Quase metade das regiões de Minas está próxima do esgotamento de leitos de UTI

Quase metade das macrorregiões de saúde de Minas Gerais está com mais de 90% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados. Do total de 14, seis estão chegando ao esgotamento. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde. A situação no interior do estado foi a explicação dada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) na última sexta-feira (28) para não avançar na flexibilização do isolamento social na capital mineira.

Dos 853 municípios mineiros, pelo menos 450 já tiveram no mínimo um caso confirmado da Covid-19. Segundo boletim epidemiológico mais recente, Minas Gerais tem 10.670 casos confirmados da doença, sendo que 278 pessoas morreram.

A taxa de ocupação de leitos de UTI em Minas Gerais como um todo vem registrando aumento ainda tímido, mas chegou aos 70% nesta terça-feira. Só de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19, a taxa está em 10%. São 261 pessoas internadas nestes leitos com sintomas da doença.

As macrorregiões de saúde de Minas Gerais que já estão chegando no limite são: Vale do Aço, Leste, Nordeste, Jequitinhonha, Oeste, Triângulo. Macrorregião é um conceito utilizado pela Secretaria de Estado de Saúde para agrupar cidades maiores e menores conforme estrutura hospitalar disponível.

O professor de Geografia do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), que fica em Ouro Preto, Jairo Rodrigues, vem acompanhando a situação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o início da pandemia. Em abril, ele divulgou uma pesquisa mostrando que quase 92% dos municípios mineiros não contavam com este tipo de leito.

 

Segundo ele, a reativação de novas estruturas pelo governo do estado (veja abaixo) permitiu que alguns locais atingissem o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza como ideal, de 1 a 3 leitos a cada dez mil habitantes. A quantidade ajuda, segundo o especialista, mas ainda é aquém da demanda.

É o caso de Ipatinga, na Região do Vale do Aço. A cidade ganhou 20 novos leitos de UTI e está com 25, o que significa três leitos para cada 10.000 habitantes. Apesar disso, a capacidade de receber pacientes com Covid-19 já chegou no limite na última sexta-feira (28), quando todos os leitos estavam ocupados. A cidade tem 295 casos confirmados da doença e quatro mortos.

A situação também é delicada no Triângulo Mineiro. A cidade de Uberlândia, por exemplo, tem 1.290 casos confirmados de Covid-19 e 27 mortes provocadas pela doença. A taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade chegou a 90% nesta segunda-feira (1).

 

"Considerando as macrorregiões, a maioria das mesmas não teve mudanças significativas no aumento do número de leitos UTI, como por exemplo a Nordeste, Vale do Aço, Leste, principalmente ao considerar a população de todos os municípios que compõe as respectivas macrorregiões, enfatizou o professor.

 

Outras cinco macrorregiões estão com ocupação entre 70% e 90%. São elas: Noroeste, Sul, Centro-sul, Sudeste e Leste do sul.

Sobre o esgotamento nas macrorregiões, a SES-MG informou que, por meio do COES - Centro de Operações em Emergência em Saúde, instituiu um plano de Plano de Contingência nas Macrorregionais para acompanhar “a situação de cada município de perto e que a estrutura da rede de saúde pública no estado obedece a uma lógica regionalizada, com municípios exercendo diferentes funções em termos de complexidade dos serviços de saúde”.

Região Central

 

A região central, onde fica Belo Horizonte e vários outros municípios, é a que está com situação mais confortável, com taxa de 40% de ocupação de unidades de terapia intensiva. Entretanto, a maior parte destes leitos está concentrada na capital mineira. São 939, cerca de 32% de toda a estrutura disponível no estado. Destas, 220 são para atendimento exclusivo de pacientes com sintomas respiratórios.

Nesta segunda-feira (1), a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva na capital mineira já estava em 78%. Para os leitos voltados a pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19, a ocupação estava em 55%.

O temor das autoridades de saúde da capital é que, com esgotamento no interior, a demanda aumente e pressione o serviço em BH. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de março até o dia 31 de maio, 56 municípios solicitaram internação em leitos de UTI e de enfermaria na capital para casos suspeitos de Covid-19.

Foram feitas 2.443 solicitações de internação nos dois tipos de leitos em Belo Horizonte neste período. Desse total, 17,3% foi de pacientes do interior. Os principais municípios solicitantes de internação por Covid-19 em Belo Horizonte são Sabará (15,6%), Santa Luzia (13,3%), Ribeirão das Neves (9,5%), Vespasiano (9,5%) e Pedro Leopoldo (4,7%).

O governo de Minas disse, na sexta-feira (28), que ampliou a capacidade de atendimento intensivo no estado em 30%. O número de leitos de UTI, que era de 2.013, no início do ano, saltou para 2.885, com a reativação de 872 estruturas.

No entanto, nesta segunda, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o número de leitos de UTI que estavam cadastrados no sistema era de 2.675, ou seja, 210 a menos do que na semana passada. A diferença, segundo a pasta, é comum porque "o sistema é dinâmico e está relacionada com a mudança na situação de alguns leitos no sistema, pois depende que o município cadastre no sistema. Os motivos para essa mudança podem ser variados, podem ir de manutenção do leito, até a contratação de profissionais para sua operação. Lembrando que alguns municípios nem sempre cadastram todos os leitos, em sua totalidade, nesse sistema."

Ainda de acordo com o governo, a maior parte foi reativada no interior do estado. O G1 questionou ao governo as macrorregiões onde estes leitos foram reativados, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

 

A ampliação de estrutura hospitalar foi apontada como prioridade pelo governador de Minas Romeu Zema (Novo). Em entrevista à rádio CBN, ele disse preferir investir neste tipo de estrutura do que na realização de testes.

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